Mergulhar com Tubarões

Tubarão-rotador - Carcharhinus brevipinna

Identificação

O tubarão-rotador Carcharhinus brevipinna é um tubarão-requiem esguio e rápido, com dorso cinzento a bronze e ventre claro. Florida Museum destaca o focinho longo e pontiagudo, a ausência de crista interdorsal e as pontas escuras das barbatanas adultas.

A barbatana anal é especialmente útil: nos adultos costuma ter a ponta negra. Esse detalhe ajuda a separar a espécie do tubarão-de-pontas-negras Carcharhinus limbatus, com o qual é frequentemente confundida.

A primeira dorsal começa atrás das extremidades livres das peitorais; as peitorais são estreitas e pontiagudas, e o corpo é alongado. Animais grandes ultrapassam dois metros; o FishBase cita máximos um pouco acima de três metros.

Costas, plataformas e migrações

O tubarão-rotador vive em mares temperados quentes e tropicais, sobretudo em zonas costeiras de plataforma. FishBase regista a espécie no Atlântico, Mediterrâneo e Indo-Pacífico ocidental, desde águas costeiras até cerca de 100 metros de profundidade.

Mapa de distribuição do tubarão-rotador Carcharhinus brevipinna
Chris_huh, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons

Habita costas abertas, plataformas insulares e continentais, baías, estuários e águas turvas com muito peixe-isca. Juvenis usam áreas costeiras mais rasas e protegidas; adultos surgem com mais frequência junto a bordas de plataforma, canais e cardumes.

Em partes do Atlântico ocidental a espécie migra sazonalmente ao longo da costa. As observações podem, por isso, concentrar-se muito por região e época do ano.

Caça e reprodução

Tubarões-rotadores são predadores rápidos da coluna de água superior e média. Alimentam-se sobretudo de peixes de cardume, como sardinhas, arenques, tainhas e cavalas, mas também de pequenos tubarões, raias, lulas e outros cefalópodes.

A Florida Fish and Wildlife Conservation Commission descreve o comportamento que dá nome à espécie em inglês: os animais sobem rapidamente através dos cardumes, rodam sobre si mesmos e por vezes saltam acima da superfície. É uma forma eficiente de atingir presas concentradas.

A espécie é vivípara placentária. Carlson & Baremore (2002) mostrou que crescimento e maturidade no Golfo do México e no Atlântico noroeste devem ser comparados regionalmente; como outros tubarões costeiros, não atinge maturidade de imediato.

Porque as populações ficam sob pressão

O tubarão-rotador está classificado globalmente como Vulnerável pela IUCN Red List. A principal pressão é a pesca: a espécie é capturada diretamente e também como captura acidental em palangres, redes de emalhar e outras pescarias costeiras.

A distribuição costeira, o uso de áreas de criação e a confusão com espécies semelhantes de Carcharhinus dificultam a gestão. Quando capturas são comunicadas apenas como grupo de tubarões, a sobrepesca regional pode ficar escondida.

A proteção depende de identificação ao nível da espécie, limites de captura, redução de captura acidental e proteção de viveiros costeiros. Dados fiáveis são essenciais para uma espécie que pode parecer comum enquanto diminui lentamente.

Encontros e segurança

O tubarão-rotador normalmente não é agressivo para pessoas. Caça sobretudo peixes e cefalópodes, muitas vezes em água costeira movimentada, e geralmente evita contacto direto.

Relatos de mordidas podem confundir-se com o tubarão-de-pontas-negras, pois as espécies ocupam habitats semelhantes. A segurança prática é simples: não alimentar, tocar ou encurralar, e manter distância de peixes fisgados ou arpoados.

Para mergulhadores, Carcharhinus brevipinna é mais um tubarão de costas abertas, canais insulares e bordas de plataforma do que um residente previsível de recife. Encontros podem ser muito dinâmicos perto de cardumes.

Ficha Técnica

  • Primeira descrição:(Müller & Henle, 1839)
  • Tamanho máximo:3,09m
  • Profundidade:0 - 200m
  • Idade máxima:13-20 Jahre
  • Peso máximo:193kg
  • Tipo de água:Água salgada
  • Estado IUCN:Vulnerável

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