Vários sobreviventes de um naufrágio ocorrido longe da costa mexicana receberam tratamento devido a possíveis mordeduras de tubarão. Segundo a Associated Press, que citou a Guarda Costeira dos Estados Unidos a 17 de outubro, vários resgatados apresentavam ferimentos graves compatíveis com mordeduras de tubarão. As equipas de salvamento prestaram primeiros socorros vitais durante o transporte para San Diego.
Na sexta-feira, 16 de outubro de 2026, foram resgatadas 16 pessoas do Pacífico. Os sobreviventes disseram que havia 27 pessoas a bordo. No dia seguinte, continuavam as buscas por outras onze. Segundo o consulado mexicano, todas as pessoas resgatadas eram de nacionalidade mexicana.
Pedido de socorro muito a oeste de Ensenada
O pedido de socorro foi recebido por volta da uma da manhã: a embarcação estava a meter água e a afundar-se. O naufrágio ocorreu a cerca de 140 milhas, aproximadamente 225 quilómetros, a oeste de Ensenada. Segundo a Guarda Costeira, um helicóptero de salvamento chegou junto das pessoas cerca de duas horas depois do pedido. Retirar as 16 pessoas da água demorou aproximadamente 90 minutos.
As buscas prosseguiram com aeronaves e navios da Guarda Costeira e da Marinha dos Estados Unidos, com apoio da Marinha mexicana. O Times of San Diego noticiou a 17 de outubro que, até ao momento da atualização citada, não tinham sido encontradas mais pessoas. As equipas consideraram as correntes, o vento e as ondas nas buscas na zona dos destroços.
Mordeduras continuam a ser uma suspeita médica
O comunicado posterior da Guarda Costeira refere vários feridos com possíveis mordeduras de tubarão. As notícias consultadas não indicam o número exato de pessoas afetadas nem identificam a espécie de tubarão. O número de desaparecidos também não permite concluir que essas pessoas tenham sido atacadas por tubarões ou morrido devido a mordeduras.
Finalidade da viagem ainda por esclarecer
A região é utilizada para pesca e navegação de recreio, mas também se encontra em rotas conhecidas de contrabando. Segundo a notícia local, a finalidade da viagem continuava sob investigação. O local do naufrágio, por si só, não demonstra que a viagem fosse ilegal.

