O tubarão-baleia Milo transporta uma marca de satélite pela quinta vez. Segundo a InTheBite, o macho de cerca de oito metros recebeu um novo dispositivo ao largo da península do Yucatán em julho de 2026. As marcações repetidas permitem à equipa de investigação acompanhar durante um período excecionalmente longo os movimentos do mesmo animal.
Mais de 54.000 quilómetros documentados
Após a primeira marcação em 2017, foram colocadas novas marcas em 2018, 2020, 2023 e 2026. O comunicado do projeto refere mais de 3.400 dias e mais de 34.000 milhas de deslocações documentadas, equivalentes a cerca de 54.700 quilómetros. Milo percorreu o golfo do México, o norte das Caraíbas e vastas áreas do Atlântico, chegando a leste das Bermudas e, para norte, até Massachusetts.
Ao longo destes percursos, regressou repetidamente à agregação sazonal de tubarões-baleia ao largo do Yucatán. Segundo a equipa de investigação, combina longas viagens com permanências de vários meses em regiões relativamente pequenas. O padrão de manchas ajuda a reconhecer um animal já conhecido.
Uma longa série de observações, não uma história de vida completa
A primeira marca transmitiu dados durante apenas algumas semanas. Os números descrevem, portanto, uma série de observações construída com vários dispositivos. O recorde reivindicado pelos participantes deve, por enquanto, ser entendido como uma afirmação do próprio projeto.
Para a investigação, é necessário distinguir duas perguntas: até onde pode viajar um animal e a que lugares regressa? Uma grande distância, por si só, não responde à segunda pergunta. A identificação repetida e os dados das marcas podem ligar ambas as perspetivas.
O Guy Harvey Research Institute disponibiliza os movimentos dos seus animais no portal público de rastreamento. A Guy Harvey Foundation já descreveu as marcações repetidas de Milo num relatório anterior do projeto. A nova marca prolonga esta história; contudo, um único animal não permite estabelecer uma rota migratória comum a todos os tubarões-baleia.



